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Nossa
Apresentação
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COMO
NASCEU O CELIP
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Em
1985, os anarquistas que haviam participado do curso "Anarquismo,
por novas formas de organização social", decidiram
que já era hora de recriar um espaço libertário
na cidade. Reunindo a experiência dos antigos militantes do Centro
de Estudos Prof José Oiticica (CEPJO) e a empolgação
de uma nova geração de libertários, foi fundado
o Círculo de Estudos Libertários (CEL), que passou a promover
reuniões semanais na Escola Senador Corrêa, perto do Largo
do Machado.
A partir das atividades do CEL, foram criados grupos de propaganda, editada a revista Utopia (1988-1992), organizados os seminários "Anarquismo Hoje" e, em 1991, iniciada a publicação do informativo Libera... Amore Mio. No CEL, além dos debates e palestras proferidas pelos próprios militantes ou por convidados, eram organizadas as atividades de rua do movimento anarquista, como a participação em manifestações, panfletagens e os memoráveis 1º de maio. No inicio de 1992, devido a elevação dos custos da sala de Escola Senador Corrêa, o CEL teve suas atividades transferidas para o Instituto de Filosofia e Ciências Socias da UFRJ, onde permanecemos até hoje. Em agosto de 1995, quando faleceu Ideal Peres, decidimos fazer uma pequena homenagem a esse inesquecível companheiro. O CEL passou a ser o Círculo de Estudos Libertários Ideal Peres (CELIP). |
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QUEM FOl IDEAL PERES |
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Ideal
nasceu em São Paulo no dia 25/09/1925, filho de Juan Perez Bouzas
(João Peres) e Carolina Bassi. Sua mãe era operária
têxtil e seu pai operário sapateiro nascido na Galícia
(Espanha). Foi um dos mais valiosos militantes sindicalistas revolucionários
da capital paulista nas décadas de 20 e 30. Em outubro de 1934,
após a "Batalha da Sé", quando os anarquistas
da Federeção Operária de São Paulo (FOSP)
dissolveram a bala uma manifestação dos galinhas-verdes
(integralistas), João Peres teve que sair da cidade, perseguido
pela polícia e pelos fascistas. lnstalou-se no Rio de Janeiro
e, por intermédio de José Oticica, seu grande amigo, matriculou
seu filho no renomado Colégio Pedro II.
Ideal Peres começou sua militância em 1946, após a queda do Estado Novo, atuando na Juventude Libertária do Rio de Janeiro, tendo ajudado a fundar o jornal Ação Direta. Em 1949, conheceu sua companheira de vida inteira, Esther Redes, num pique-nique em Niterói. Em 1952 participou da criação do grupo de estudos Ação Libertária e, no dia 07/03/1958, juntamente com 12 companheir@s, fundou o Centro de Estudos Prof. José Oiticica (CEPJO). O CEPJO continuou funcionando até 1969, quando a sala foi invadida e saqueada por milicos da Aeronáutica. Ideal foi preso e passou um mês incomunicável no temido DOI-CODI da Rua Barão de Mesquita. Durante a ditadura militar, manteve a atividade anarquista através de reuniões e encontros clandestinos. Importante também foi o trabalho de preservação da memória anarquista, no qual seu grupo, o Projeção, teve e tem um grande trabalho. Após o flm da ditadura, em 1984, fundou o CEL junto com sua companheira Esther e outr@s ativistas. Até sua monte, no dia 16/08/95, manteve intensa correspondência e remessa de material para @s companheir@s de outros Estados, e empreendeu urna série de viagens a outras capitais brasileiras a fim de travar contatos, divulgar o anarquismo e passar um pouco de sua experiência de meio século de militância libertária. |
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A NATUREZA DA ORGANIZAÇÃO DO CELIP |
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A
organização do CELIP, como não poderia deixar de
ser, é baseada nos princípios anarquistas da horizontalidade,
responsabilidade e do apoio mútuo.
A horizontalidade organizativa do CELIP incide na participação igualitária de tod@s aqueles/as que freqüentam e participam do espaço. Aqui nós não ternos líderes nem liderados. Todos são apt@s a sugerirem temas para qualquer atividade. Os membros do CELIP, portanto, são responsáveis pela qualidade, periodicidade e bom andamento dessas. Historicamente, as fases mais produtivas e dinâmicas do CELIP ocorreram quando havia muita gente envolvida em sua organização. O sucesso das atividades em nosso espaço público depende, portanto, da intensa participação e apoio mútuo d@s militantes e simpatizantes libertários, bem como do fortalecimento das nossas organizações específicas (grupos, núcleos, coletivos, etc...). |
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ESPAÇO PÚBLICO DO MOVIMENTO ANARQUISTA |
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Desde
o inicio do século, toda a organização operária
de orientagação anarquista tinha o seu centro de cultura
e/ou grupo artístico. Sua função era a de ser
o embrião de uma cultura forjada nos embates e também
no cotidiano da classe trabalhadora. Mais do que propaganda, havia
a busca constante de novas formas, linguagens e manifestações
culturais que traduzissem os valores anarquistas. |
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ÉTICA NO CELIP |
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O
CELIP como fórum aberto às discussões libertárias
é, por sua própria natureza, um local de pluralidade de
idéias e concepções. Sendo assim devemos observar
regras mínimas de convivência e respeito mútuo,
tanto em relação aos militantes orgânicos do M.A.
com seus companheiros, como também os seus visitantes e palestrantes
não envolvidos diretamente com alguma organização
anarquista. "Um sujeito que tem a ética libertária, sabe por que está lutando e consegue explicar os motivos ideológicos da luta; tem compromisso e autodisciplina para levar a cabo as tarefas assumidas." Ideal Peres |
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