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Mantenham-se informados. |
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Fórum do Anarquismo Organizado -
Campanha
Nacional
Ou
se voto com os de cima
ou se luta com os de baixo
pela
construção do poder popular
clique
e copie o cartaz
e adesivo
da campanha
-
Leia Declaração do Fórum do Anarquismo Organizado
[copie pdf
compactado]
-
inscreva-se no fórum de discussão
-
mensagem do moderador do grupo de discussão
- carta aberta e contribuição do coletivo Luta Libertária
ao Fórum do Anarquismo Organizado [copie
pdf compactado]
[copie acrobat reader]
Obs.:
1- Se você tem interesse em realizar atividades em nosso espaço,sinta-se
a vontade para contactar-nos.
2 - As ativiadades do CELIP são sempre gratuitas, porém
aceitamos solidárias doações de materiais,
sejam para acervo ou para levantar fundos, e até mesmo em
espécie. Também vendemos
materiais produzidos por nós ou que distribuímos.
3 - Não temos uma sala fixa, por favor procure-nos pelo 3º
andar.
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Habemus
Biblioteca!!!
Depois
de quase 15 anos, o Círculo de Estudos Libertários
Ideal Peres (CELIP) concretizou o antigo sonho de contar com um
espaço para reunir seu acervo bibliográfico e disponibiliza-lo
aos interessados. No dia 18 de novembro de 2001, data comemorativa
da Insurreição Anarquista do Rio de Janeiro (1918),
foi fundada a Biblioteca Social Fábio Luz. O novo espaço
libertário e literário funciona na sede da Fraternidade
N. S. da Conceição, antiga Associação
Baiana Beneficente, da qual o companheiro Fábio Luz foi sócio
no início do século passado. Fábio Lopes dos
Santos Luz (1864-1938), nosso homenageado, era baiano de Valença,
tendo chegado ao Rio de Janeiro, recém-formado em Medicina,
em 1898. Nos primeiros anos do século passado, publicou os
primeiros romances sociais do país (Ideólogo e Os
Emancipados), foi fundador da Universidade Popular de Ensino Livre
(1904) e, como médico, tomou à frente no combate às
epidemias de febre amarela e varíola que assolavam os subúrbios
miseráveis do então Districto Federal. Colaborou com
a imprensa operária e com os sindicatos livres, tendo ajudado
à forjar um movimento popular forte, que se organizou e enfrentou
corajosamente à repressão das ditaduras quadrienais
da República Velha. No início da década de
20, fundou junto com Oiticica, Carlos Dias, Florentino de Carvalho
e outros, o grupo Os Emancipados, cujo objetivo era a propaganda
anarquista, o suporte aos sindicatos revolucionários através
de conferências e cursos para os operários e suas famílias,
a publicação de livros e periódicos (A Luta
Social e Revolução Social) e o combate pela imprensa
e em debates públicos aos ataques perpetrados pelos bolchevistas
e "amarelos". Mais informações sobre a trajetória
deste companheiro, buscar em Os Libertários (Edgar Rodrigues,
1993) e na Dissertação de Mestrado "A Palavra
e a Pena: Dimensão da Militância Anarquista de Fábio
Luz (Rio, 1903/1938)", de Josely Tostes de Lima (PUC/SP - 1995),
ambos disponíveis na BSFL.
A Biblioteca Social Fábio Luz reúne os acervos de
Ideal Peres, do Grupo Anarquista José Oiticica (GAJO) e do
próprio CELIP. Sua temática dominante é o anarquismo,
mas contamos também com diversos títulos sobre filosofia,
história, marxismo, economia, sociologia e boa literatura.
Os mais de 700 livros do acervo estão atualmente sendo fichados
e organizados. A Biblioteca também possui algumas centenas
de periódicos libertários (jornais, revistas, boletins)
de diversos países, que recebemos regularmente. Todo este
acervo já está disponível para consulta no
local (Rua Torres Homem, 790; Vila Izabel), aos sábados entre
9:00 e 17:00h. O acervo precisa crescer ainda mais e, portanto,
estamos aceitando a doação de livros, monografias,
dissertações, teses, revistas e demais publicações
cuja temática seja afim à da Biblioteca. O material
pode ser entregue no local durante o horário de funcionamento
ou enviado para a Cx. Postal 14.576; CEP 22412-970; Rio de Janeiro/RJ.
Caso alguém, morador do Região Metropolitana do Rio
de Janeiro, queira fazer uma doação e não tenha
condições de nos entrega-la, entre em contato que
poderemos ir busca-la. O e-mail da BSFL é: bsfabioluz@ig.com.br.
Militantes libertários, simpatizantes da causa, interessados
no tema...apareçam, colaborem, participem!! Vamos lutar pela
construção e consolidação de mais este
espaço libertário!
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| EDITORIAL |
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Jornadas
Anarquistas de Porto Alegre 2002
DECLARAÇÃO FINAL
Há
anos o modelo chamado neoliberal acaba com os interesses e conquistas
do nosso povo sem piedade. Um modelo inserido em um sistema de dominação
que gera cada vez mais miséria para sustentar uma minoria
privilegiada.
Este é um momento em que o grande policial do mundo, o imperialismo
global norteamericano e seus sócios, aumentam as medidas
repressivas em níveis mundiais, tratando de fazer compatível
com sua monstruosa estratégia com práticas políticas
e circulação de símbolos que a justificam,
como o bombardeio que se seguiu no Afeganistão logo após
o ataque às torres gêmeas.
Carente de inimigos, o Estado americano se reestruturou a partir
da nova batalha que trava contra o "terrorismo", ideologia
que justifica uma maior intervenção nos lugares onde
lhe interesse, seja por razões políticas, ou estratégicas,
ou econômicas. Entram no mesmo bolo da "luta antiterrorismo"
intervenções militares no Iraque e acordos dos tipo
"Plano Colômbia" . Neste contexto o estado de Israel
aumenta sua política agressiva contra o combativo povo palestino.
Invasão de territórios e sangue são as consequências.
Há em diversos pontos do mundo povos que travam diversas
lutas. Nos EUA e Europa multidões ganham as ruas repudiando
o neoliberalismo e a globalização, como no caso das
manifestações com fortes episódios de combatividade
em Seattle, Quebec, Davos, Gotemburgo, Gênova.
Ao mesmo tempo, na América Latina, no marco das diferentes
condições sociais e econômicas, quase simultaneamente
povos de Ecuador, Perú, Bolivia e Argentina têm protagonizado
duros enfrentamentos, muitas vezes desesperados para romper este
circuito de miséria e brutal injustiça que os aprisiona.
Esta etapa do capitalismo deixou para trás a fórmula,
nada generosa, do Estado de Bem-Estar social. Este produziu modificações
em vários terrenos. Certas regulações foram
caindo pelo caminho e muitas conquistas vindas de diversas lutas
dos povos foram sendo atropeladas rapidamente.
O desemprego, a fome, a marginalidade, a exclusão, a super
exploração, a falta de moradia, de atenção
à educação e saúde dos pobres se constitui
em realidade permanete e sem perspectivas de mudança. Em
oposição a isto, há o aumento nunca visto da
riqueza dos que têm mais, a corrupção generalizada
dos "estatutos" políticos e de certas instituições
socias como a burocracia das grandes centrais operárias.
As transnacionais, o capital financeiro foram espremendo o país.
A grande maioria dos políticos ajoelharam-se, foram cúmplices
e entregaram às transnacionais tudo o que era rentável.
A inutilidade dos mecanismos da democracia burguesa foram sendo
descobertos pela população. Os espaços de ilusão,
aqueles que o sistema estabelece para que em seu seio se realize
a participação do povo foram percebidos como o que
realmente são: dispositivos de reprodução,
manipulação e controle das populações.
A divisão de poderes para assegurar a democracia mostrou
sua verdadeira face. A justiça participou do esquema de corrupção.
Tudo o que vinha do poder, não importa se fossem roubos descarados,
estava legitimado e levavam leves punições. O povo
foi ganhando as ruas e uma certeza: só a ação
direta pode conseguir algo. Vieram os piquetes, trancamentos de
ruas, panelaços, expropriação de supermercados,
queima de instuições governamentais, Bancos e outras
sedes transnacionais. O povo na rua enfrentou o Estado de sítio
e a repressão assassina. Se generalizou o descrédito
em uma forma de fazer política, dizem as ruas: "Que
vão embora todos os políticos", "Os políticos
são mentirosos e ladrões"; "Nós temos
que nos unir, só podemos confiar em nós mesmos",
"a democracia de verdade somos nós".
A luta do povo argentino deixa uma notável lição
para nossa época: por um lado, nos ensina como é o
neoliberalismo em estado avançado, por outro, a continuidade
e a possibilidade de existir, no novo século, multidões
dispostas à luta.
Com todas as limitações que estas mobilizações
podem ter, ainda assim fica a pergunta: não estarão
incubando algo novo?"
FÓRUM SOCIAL MUNDIAL 2002
O
Fórum Social Mundial é o produto de uma ampla articulação
de forças políticas, sociais e institucionais de todo
mundo sustentada por uma aliança de classes que inclui até
aqueles empresários capitalistas chamados "progressistas".
Esse arranjo específico de forças, que se reúne
não por acaso na cidade e no Estado do Brasil que tem tradição
de governos do Partido dos Trabalhadores (PT), segundo seus organizadores,
tem o objetivo de fazer a luta política propositiva contra
o neoliberalismo. Para tanto, o projeto social-democrata precisa
mostrar que é capaz de produzir bem-estar para os setores
sociais vítimas diretas da opressão capitalista. Quer
melhor propaganda desta "capacidade" do que o capitalismo
sendo gerido em nível local por um programa social- democrata
em um país periférico, pobre e latino-americano? A
referência que está se tentando construir deste "capitalismo
possível" são as experiências dos governos
de Frente Popular (de hegemonia do Partido dos Trabalhadores - PT)
no município de Porto Alegre e no Estado do Rio grande do
Sul, em consonância com outras expressões mundiais
de "gestão capitalista humanitária". Dessa
forma, criam-se novas relações internacionais em uma
Frente que quer impor um novo projeto: o neo-reformismo, que se
promove às custas da miséria do terceiro mundo das
expressões de descontentamento popular legítimas de
resistência. Pela "racionalidade propositiva" que
reivindica o FSM desde seu nascimento, se reserva o critério
de não promover a ação direta popular contra
as instituições econômico-financeiras que simbolizam
o exercício centralizado do poder global. O fato é
que a dinâmica conflitiva que desatam manifestações
com esses métodos poderia pôr o governo estadual da
Frente Popular em situação crítica ao ter que
dirigir o aparato policial contra seus próprios convidados.
O ano de 2002 marca a conjuntura das eleições presidenciais
do país e o Estado do Rio Grande do Sul, bem como Porto Alegre,
são espelhos do projeto de governo que pretende apresentar
a esquerda reformista.
Estas Jornadas Anarquistas serviram para marcar um divisor de águas
entre a social-democracia e seu projeto de gerenciamento do capitalismo
e o socialismo libertário, que acredita e luta no dia a dia
para fortalecer as condições para uma revolução
social e o estabelecimento de uma sociedade sem exploradores nem
explorados.
Nas diferentes intervenções que houveram nestas Jornadas
vemos a necessidade de uma corrente ideológica que tenha
inserção social e proponha uma transformação
e para que esta seja coerente precisamos estar organizados. Diante
da falência das metodologias da esquerda tradicional e de
seus paradigmas, é urgente o anarquismo desenvolver novas
metodologias de ação adequadas à realidade
e profundamente mergulhadas nela, fazendo funcionar de fato a participação,
a autogestão, a ação direta e a solidariedade.
Com todas as limitações que possa ter havido, consideramos
que as Jornadas Anarquistas contra a Globalização
Capitalista de 2002 foram um êxito em participação
e em conteúdo, e o grande número de interessados no
anarquismo e o grande número de organizações
e grupos anarquistas do Brasil, América Latina e mundo que
ajudaram a construir este evento e a torná-lo mais rico nos
indica que está na hora de nossa ideologia se fazer cada
vez mais concreta, propositiva e comprometida com as realidades
sociais onde vivemos.
PELO SOCIALISMO E PELA LIBERDADE!
Assinam a Declaração Final: Federação
Anarquista Gaúcha - Federação Anarquista Cabocla
- Federação Anarquista Uruguaia - Coletivo Luta Libertária
- Laboratório de Estudos Libertários - SIL (Solidariedade
Internacional Libertária)
ORGANIZAÇÕES/GRUPOS QUE não puderam estar presentes
mas ENVIARAM ADESÕES às Jornadas Anarquistas:
Juventudes Libertárias (Bolívia), No Passaran (França),
Organização Comunista Libertária (França),
CELIP (Rio de Janeiro, Brasil), Coletivo Gritos de Tarija (Bolívia),
Col. Autónomo Magonista e Periódico Autonomia (México),
PO4 (Uruguai).
GRUPOS/ORGANIZAÇÕES PRESENTES:
BRASIL:
Coletivo Luta Libertária (SP), Laboratório de Estudos
Libertários (RJ), LibeLuta (SC), Coletivo Domingos Passos
(RJ), Federação Anarquista Cabocla (PA), Construção
Libertária Goiana (GO), Espaço Socialista do ABC (SP),
Mov. Autogestionário (GO), Reunião de Indiv. do Mov.
Anarq. (RS), Assoc.Cultural Quilombo Cecília (BA), Centro
de Estudos Arte e Educação Libertária (RS),
Proj. Imprensa Anarq. Verbavolant (PE), União Libertária
do Maranhão (MA), Mov. Humanista pela Cid. Pop. (RS), Guerreiros
por Princípios (RS), CCL (MG), MAP (BA).
AMÉRICA LATINA E MUNDO:
Federação Anarq. Uruguaia (UY), OSL Buenos Aires (AR),
Coletivo Libertário Sta Cruz de La Sierra (Bolívia),
CUAC (Chile), Utopia Socialista (AR), Grupo Anarq. de Córdoba
(AR), Bisagra (UY); Org.Apoyo Mutuo (Espanha), OSL (Suíça),
NEFAC (USA e Canadá), SAC (Suécia), Alternative Libertaire
(França) e CGT (Espanha), IWW (USA), CLAC (Canadá).
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