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SEM
ESTADO! SEM CAPITALISMO! SEM AUTORIDADE! Chegamos ao centésimo Libera...! Conseguimos atravessar a década de 90 e, se depender de nós, entraremos pelo século 21 com a mesma disposição daquele "longínquo" junho de 1991 quando, reunidos em um bar da estação de bondes, na Rua Senador Dantas, decidimos publicar um informativo para o CEL (hoje CELIP). A "fundação" do Libera... não constituiu um fato isolado, ela veio nos rastro da restruturação do Círculo de Estudos Libertários, fundado em 1985, herdeiro da tradição libertária dos antigos centros de cultura, dos festivais operários e do Centro de Estudos Prof. José Oiticica (CEPJO), depredado e fechado pela ditadura militar em 1969. O CEL foi o núcleo inicial onde se aglutinaram os libertários dispersos pelos anos de chumbo e, onde a partir das suas atividades, novos militantes e simpatizantes puderam iniciar sua trajetória no anarquismo. Em nosso primeiro editorial dizíamos: "O monstruoso crescimento da miséria social, o descrédito da população em seus governantes e a indiscutível falência desses projetos políticos, criam um imenso abismo nos Movimentos Sociais. Portanto, aumentam as possibilidades das idéias libertárias e a prática pela AÇÃO DIRETA serem uma realidade". Naquela época, como hoje, há muito o que ser construído e organizado para que voltemos a ocupar o espaço que nos cabe nas lutas sociais dessa região do planeta. Temos a certeza que o Libera... contribuiu um pouco que seja nessa caminhada, através do apoio a todas as iniciativas organizacionais e culturais dos anarquistas por todo o país. A partir do Libera..., muit@s companheir@s tiveram (e continuam tendo) o primeiro contato com textos teóricos, históricos e sobre as experiências práticas passadas e presentes do anarquismo no Brasil e no mundo. As "Notícias Libertárias" e a intensa correspondência vinculada ao envio do Libera... (alguns milhares de cartas trocadas nesses anos...) serviram como ponte para o aumento das relações e da solidariedade entre os libertários. Textos geraram polêmicas sadias (outras nem tanto...); exemplares do informativo e cópias de matérias consideradas importantes foram passados de mão em mão, até chegarem a lugares que jamais poderíamos imaginar. As atividades libertárias no país e as análises de nossa realidade "político-ecônomico-social" através de um a ótica anarquista vêm sendo divulgadas para dezenas de grupos e individualidades libertárias pelo mundo afora, sendo muitas de nossas matérias traduzidas e reproduzidas pela imprensa libertária internacional. Os textos veiculados pelo Libera... são fonte de debates em salas de aula, nas organizações libertárias e nos círculos de estudo; além de formarem e informarem @s noss@s ativistas, ajudando-@s a enfrentarem o nosso cotidiano de lutas. Não gostaríamos de repetir nesse singelo editorial os apelos as vezes dramáticos que temos feito nos últimos anos, pedindo o apoio daqueles que recebem o Libera... e tem com este informativo uma relação de passividade. O importante é que sobrevivemos a tudo isso, aos "trancos e barrancos", é verdade. Fomos obrigados a sacrificar nossa tão cara e tradicional periodicidade mensal que, se houvesse continuado, talvez não tivéssemos conseguido nos alegrar com essa edição, simples como as outras, mas carregada de simbolismo. Que órgão da imprensa libertária recente teve a duração e a periodicidade do nosso Libera...?? Continuaremos resistindo e lutando com todas as nossas forças. Não apenas para manter vivo o informativo, mas para alavancar, a partir do CELIP, a organização libertária no estado do Rio de Janeiro e, dentro do nosso alcance, em todo o país. Vivemos por aqui uma fase de "efervescência organizativa", com o processo de construção da Resistência Popular do Rio de Janeiro, que repercute de maneira muito positiva nas atividades do CELIP e abre uma perspectiva preciosa de inserção organizada dos libertários nos movimentos populares. Temos novamente uma excelente revista, a Ruptura, editada pelo Laboratório de Estudos Libertários e que já parte para seu terceiro número; vimos os anarquistas do Rio de Janeiro participarem ativamente dos protestos contra a farsa dos 500 anos, aqui e em Porto Seguro; organizamos no ano passado o I Encontro Estadual de Estudantes Libertários (I Enelib) juntamente com o Fórum de Cultura Libertária da UERJ, que teve importantes repercussões. Publicamos junto com a Achiamé Editora (que continua editando o Letralivre e publicando uma série de livros libertários) a obra "Moral Pública e Martírio Privado", do companheiro Alexandre Samis; estamos aprofundando o contato com @s compas da Somaterapia, que solidariamente cederam seu espaço, a Casa da Soma, para o evento comemorativo desse centésimo Libera... Concluímos esse editorial com algumas palavras de Errico Malatesta, publicadas originalmente no jornal Umanitá Nova de 16/09/1921 e também reproduzidas no Libera...#1: "Quanto a nós, não temos a pretensão de deter a verdade absoluta; acreditamos, ao contrário, que a verdade social, isto é, a melhor forma de vida social, não é algo fixo nem válido em todos os tempos e em todos os lugares; também não é algo que se possa ser determinado antecipadamente; é ao contrário, algo que se descobrirá pouco a pouco, uma vez obtida e assegurada a liberdade, e que se realizará pouco a pouco, com a menor ocorrência de atritos possível. É por esta razão que nossas soluções deixam sempre a porta aberta para diferentes soluções, diferentes e, se possível, melhores." |topo| UMA ANÁLISE POLÍTICA SOBRE AS MANIFESTAÇÕES DE RUA Nos últimos meses, diversas manifestações, passeatas, acampamentos, ocupações e demais ações de rua vem sido noticiadas com alto grau de sensacionalismo. Busca a mídia oficial justificar a reação da direita contra a forma do povo lutar, com leis repressivas e razões de estado. Independente destes falsos motivos do inimigo para nos reprimir, cabe a nós, militantes libertários, refletir um pouco das razões e estratégias dos atos de rua no contexto da luta popular brasileira. Vamos situar este texto nas passeatas e manifestações urbanas, considerando as especificidades das lutas no campo e na cidade, por mais que estas venham cada vez mais a se fundir. A princípio, listamos três grupos de motivações, cujas influências variam a cada situação, categoria em luta e campanha pública. Analisamos abaixo um a um. A política de massas Toda e qualquer passeata, ato relâmpago e manifestação de rua (com ou sem confronto), por princípio, implica em expressar publicamente uma luta específica. É na rua que a classe dá vazão e torna pública uma pauta de reivindicações, as razões de uma greve ou protesto contra esta ou aquela opressão do inimigo de classe. Tomando as ruas da cidade burguesa, a categoria ou setor estaria clamando a solidariedade dos demais oprimidos, tanto para apoiar a sua luta específica, como para outros setores aderirem a manifestação. Ao sair do seu local de trabalho, estudo e moradia e aderir ao cordão popular, é como que nós estivéssemos crescendo para dentro de nós mesmos, o povo ganhando forma, rosto e conteúdo, solidariamente se juntando aos companheiros em luta a partir de seu próprio cotidiano. Fazendo isso, a classe consegue tornar pública e visível sua própria pauta e ponto de vista. Ainda que considerando tudo em termos ideais, mesmo reduzindo estes conceitos a termos de hoje, veremos que é exatamente isto que acontece. Quando temos mais de 1.000 pessoas na rua, por exemplo, podemos ter certeza que ao menos 4.000 serão influenciadas diretamente pela passeata, isto porque dos 1.000 manifestantes, cada um deve se relacionar com outras 4 pessoas (no mínimo), e comentar ao menos os lances mais espetaculares da manifestação, mesmo que não conheça inteiramente os pontos da pauta de reivindicações. Se rompe o bloqueio da mídia oficial, já que esta, sempre que pode, coloca a esquerda e o movimento popular na invisibilidade. Quando se criam palavras de ordem, gritos de guerra, canções de luta e outros mecanismos, cada tendência e categoria busca popularizar a sua linha de trabalho, concretizá-la na prática política, tornando-a pública em passeata e manifestação. Quase sempre, a corrente e linha hegemônica da categoria em luta, vai expressar nas suas palavras de ordem e canções seus conceitos básicos. Assim, numa conjuntura favorável, no coração da cidade capitalista, os conceitos vão saindo no grito e na raça, disputando contra a direita e a pelegada, aquilo que a classe em luta fala para si e ao povo a qual pertence. O enfrentamento Um cordão em passeata toma a avenida de um grande centro do país. Imediatamente, há uma interferência na vida da cidade capitalista. Cortar uma rua, é como parar uma artéria ou veia de um corpo humano. Quando o trânsito não anda, somamos ao caos urbano o protesto popular, os carros e veículos coletivos não circulam, a economia e a vida social ordenada é afetada. O estado, como braço oficial do inimigo, tem de intervir. Fazer uma passeata, quando a luta é autêntica, não é pedir licença e sim tomar a rua. O povo em marcha ocupa e impede o trânsito na cidade e, uma vez que está em luta, busca atingir seus objetivos pré-traçados como, por exemplo, ocupar tal prédio público, pedir a solidariedade de estudantes, trabalhadores, moradores de rua e transeuntes, protestar em frente a tal lugar e até mesmo desafiar a repressão do inimigo (como quando paramos em frente a uma delegacia para libertar um companheiro preso, ou protestamos em frente a um banco ou consulado). Uma outra característica é o enfrentamento em si. O povo em marcha encara o aparato repressivo do inimigo e isto faz parte até da formação política. Poucos são os militantes que continuam inocentes ou iludidos após enfrentar fisicamente a repressão. Desde a simples correria até o enfrentamento de rua sistemático, tudo faz parte de um aprendizado e também de uma prática política. Uma vez que a etapa é de acumulação de forças e luta ao nível de massas, é o próprio povo, em quantidade massiva, que deve ser o protagonista da luta, incluindo aí o confronto com a repressão. Quando os meganhas do Batalhão de Choque avançam em linha ou em meia-lua de centúria, escudos enfileirados, batendo com o cassetete no escudo, com capacetes, bombas e gás; nosso coração acelera, o sangue ferve mas, acima de tudo, sabemos que estamos cumprindo nosso dever como filhos do povo. Obviamente que o nível do enfrentamento de rua deve ser sempre avaliado politicamente, quando e até que ponto, e sempre cumprindo com as linhas básicas definidas na assembléia da categoria em luta. Um outro aspecto interessante é a vitória num conflito específico; isto aumenta a confiança da base organizada e fortalece as posições políticas dos setores de esquerda combativa (nós por exemplo). A experiência política Do momento que o setor ou categoria inicia a luta, ao instante que sai dela, tudo também é uma experiência política. Parte desta experiência é o ato de rua, de onde nenhum militante deve sair como entrou. É a experiência de prática política que fortalece cada membro de uma base organizada e, com o tempo, gera o caldo de cultura para aprovarmos com mais facilidade medidas radicalizadas (como a ocupação de espaços de trabalho e estudo com atividades em conjunto com as comunidades da área). Muito importante para a luta popular é quando a classe começa a perceber que tem seu próprio mecanismo de deliberação, e que este mecanismo funciona. Neste momento, ainda que de forma muito tímida, brota a semente do Poder Popular. Fazer valer nossas deliberações e demonstrá-las publicamente nas ruas da cidade capitalista, é uma da funções das passeatas e atos de rua. Mesmo que por poucas horas, quando tomamos a cidade, percebemos a capacidade de organização que o povo tem. Fazer valer e avançar esta capacidade é a função dos libertários e de sua corrente (a Resistência Popular). Assim, com grande esforço para modestas conquistas, fazermos brotar as semente do Poder Popular, na base e na rua, no pau e na raça! Um membro da Pró-Resistência Popular do Rio de Janeiro |topo| "Em
1934, teve ocasião um grande acontecimento A
figura impressionante de Simon Radowitsky Na
Praça da Sé, desde cedo reunidos os operários... O centro da praça estava ocupado pela cavalaria...pelas esquinas espremia-se a massa de homens de confiança, libertários... Nisso chegam as colunas integralistas...caravanas trazidas do interior como inocentes úteis; fascistóides embrionários; curiosos; "turistas" e...prova da covardia...mulheres e crianças a frente... ...a indecisão estremeceu os operários...habituados ao confronto com a polícia, as lutas da ação direta...não estavam preparados para isso...nem seriam capazes de usar de violência contra tal escudo... No entanto...entre os tapumes da catedral da Sé estavam os soldados da Força Pública, e uma metralhadora com farta munição. Esse soldado preparava-se para atirar nas cercanias, repletas de trabalhadores...a cavalaria interviria sobre a massa confundida...os integralistas, incólumes, poderiam ocupar a praça...a repressão poderia correr solta sobre os militantes libertários. E a metralhadora funcionou, o som seco e repetitivo característico...porém não mirou os trabalhadores...disparou para o ar como um sinal...sem ver nenhum dos seus caindo varados de balas, a massa obreira recobrou o ânimo enquanto as mulheres e crianças amedrontadas retiravam-se para o interior das colunas Integralistas...o "escudo" desaparecera...A tropa de cavalaria encontrou pela frente as rolhas que os operários lançavam esvaziando sacos de estopa dissimulados sob suas roupas...a "brava carga de cavalaria" não pode acontecer...e nada mais patético e frágil que um cavalariano tentando equilibrar-se sobre uma montadura em queda...o curto espaço entre o bando verde e os operários desapareceu. Tiroteio, pancadaria...gente correndo, fugindo arrancando qualquer peça verde do corpo, subindo na direção contrária a ferrovia, perdidos, surrados. O posto médico atrás do Pátio do Colégio repleto de galinhas depenadas e soldados arrebentados...houve feridos entre os trabalhadores também. Mas o operariado ganhou o dia. A metralhadora trocara de mãos, Juan Perez, militante espanhol, junto com Radowitsky, driblando o esquema policial, tinham entrado no canteiro de obras, morto o cão de guarda da burguesia e, enquanto o russo disparava a pesada metralhadora, o espanhol deu-lhe cobertura. A iniciativa de ambos e a ação decidida de Radowitsky converteram o que seria a página sangrenta de uma derrota, numa das últimas vitórias operárias a beira da implantação do Estado Novo. Os efeitos dessa batalha foram bem maiores que apenas as pancadas e duradouros que os hematomas e fraturas. Esse incidente foi o marco do refluxo no crescimento do fascismo tupiniquim. A derrota e a surpreendente violência contra os "pacíficos" manifestantes encharcados de tão violentos projetos causou o enfraquecimento imediato do apelo popular que o Integralismo gozava no interior do estado de São Paulo. Muitas pessoas ingênuas, que tinham embarcado numa viagem de trem para conhecer a cidade, tinham saído totalmente alienadas para um turismo "cívico" a capital... Voltaram desorientadas e apavoradas. De repente tinham acordado do sonho e percebido a dureza da luta política. Sei de um calvo que perdeu o chapéu, além da camisa verde, e voltou para Bauru com a cabeça vermelha de sol e o lombo roxo de pancada... Política para ele? Nunca mais! Chega de mudança de cores! Os galinhas verdes; cada vez mais fracos ainda tentaram um ato na Avenida Paulista, no ano seguinte, mas outras vez estava lá o movimento operário...mas aí, não pôde haver luta de fato...um franco-atirador começou a disparar a esmo um fuzil e dispersou os dois grupos. Por fim, sem a massa de manobra equivalente ao modelo italiano, o beato Plínio tentou um golpe de força no Catete - um fiasco. Por fim o Estado Novo proibiu o partido Integralista. Mas quem "feriu de morte" a Galinha Verde não foi o ditador gaúcho, mas a ação resoluta do operariado paulista, apoiada pela ação direta de bravos como Radowitsky e Perez. Reunir
esses dois sujeitos: o povo mobilizado e o militante Henrique Zucchi (São Paulo/SP) |topo| historia_social Através desse texto apresento a proposta para ser iniciada uma lista de correio eletrônico sobre a história do anarquismo e dos movimentos sociais. Com ela tentaremos construir as bases para uma maior cooperação entre as pessoas que têm interesse na história social e que entendem que a história pode ser uma ferramenta útil, na medida em que nos dá chaves para a interpretação dos fatos históricos e ensinamentos para os novos movimentos transformadores. As pessoas que desde uma perspectiva libertária tem se envolvido no trabalho de pesquisa sobre a história dos movimentos sociais têm, ou deveriam ter, uma perspectiva muito diferente da habitualmente observada nos meios acadêmicos. Estas diferenças são óbvias em todos os níveis, mas merecem ser destacadas no aspecto da cooperação na hora de realizar nossos trabalhos. Nos meios acadêmicos entende-se a pesquisa como algo individual (ou quando muito de um grupo), onde o resultado de um trabalho é considerado como propriedade privada de seus autores, como uma escada que vai se construindo para se alcançar as "grandes conquistas" de uma carreira profissional: um cargo de professor universitário, o reconhecimento da comunidade científica, uma coluna em algum jornal de expressão nacional, etc. Já se conhece como a necessidade de se publicar a todo custo e faze-lo com o exclusivo fim de aumentar o curriculum, tem produzido uma diminuição geral do nível dos trabalhos de pesquisa em todas as áreas de conhecimento. Em todos os casos que existe algum tipo de colaboração para a elaboração de trabalhos de certa envergadura, esta se estrutura de forma hierárquica. É o típico exemplo do professor universitário que realiza um trabalho com seus alunos, onde cada um dos alunos assume o estudo de uma área de certo tema, com o objetivo de apresentar um panorama geral, sobre o qual o professor elabora suas conclusões. Nós que empreendemos trabalhos de pesquisa desde uma perspectiva transformadora, não participamos deste ambiente castrador e individualista, e devemos assentar as bases para a adoção de outros métodos de trabalho. Neste texto é apresentada uma iniciativa que tenciona estabelecer redes de trabalho cooperativo em nossos trabalhos de pesquisa: a criação de uma lista de correio eletrônico dedicada a história social. Uma lista de correio eletrônico é um dos instrumentos que foram postos ao nosso alcance pelas novas tecnologias. De certa forma, é algo muito parecido com o que nos meios libertários se denominou "Comitê de Relações", só que, neste caso, o indivíduo relacionador é substituído por um computador, com as vantagens e inconvenientes que isto trás. Quando uma pessoa envia uma mensagem eletrônica para a lista, esta mensagem é automaticamente direcionada a todos e cada uma das pessoas subscritas na lista, da mesma forma que as antigas "circulares". O servidor a que pertence a lista de correio que pretendemos criar será o Nodo50, um servidor alternativo ligado a ONG "Solidaridad, Desarollo y Paz" (SODEPAZ). No início, cada um dos integrantes da lista poderá expor seus temas de pesquisa ou interesse, de tal forma que as outras pessoas inscritas na lista possam aportar sua ajuda em aspectos como a bibliografia, o enfoque da pesquisa, dados concretos sobre personagens, organizações, temas, etc. Posteriormente, quando a lista já tiver uma quantidade significativa de inscritos, se poderiam abordar outras formas de colaboração mais aperfeiçoadas como a elaboração de trabalhos de forma cooperativa. Assim, por exemplo, alguém poderia propor através da lista a realização conjunta de um trabalho sobre "Os anarquistas e a I Guerra Mundial", e assim, se houvesse respostas de pessoas de diversas partes do mundo, poderia ser elaborado um estudo bastante completo sobre o tema, que de outra forma seria praticamente impossível para um pesquisador individual. Nossa lista de correio eletrônico não tem outras regras senão a abordagem do tema a que se refere a própria lista, ou seja, a história social. Nada mais, nada menos que um grupo de pessoas em animada tertúlia sobre um tema (a história social) e que não vem ao caso tentar se vender uma TV ou conversar sobre os perigos do desaparecimento da camada de ozônio, por mais que um ou vários dos presentes possa se interessar por esse assunto a título pessoal. Quando se produz em uma lista um grande número de mensagens "não desejáveis", o resultado é que várias pessoas se retiram da lista e que, ela própria, fica inutilizada. Para evitar tal fato, apenas devem ser seguidas as regras de cortesia que seguimos em nossa vida cotidiana, nem mais nem menos. A lista
já está em atividade e, serão as pessoas inscritas
as que direcionarão o seu funcionamento (por exemplo, se apenas
os inscritos devem mandar mensagens ou não, a possibilidade de
ser estabelecido um tamanho para as mensagens, etc.) e determinarão
a sua utilidade. Existe uma pessoa, que sou eu (Eliseo Fernandez), que
tem algumas atribuições como a de manter o contato com
o servidor e configurar as características técnicas da
lista. A princípio, essas atribuições não
devem supor nenhum tipo de controle sobre a lista, senão uma
mera responsabilidade externa. No caso de eu ter que tomar decisões
de outro tipo, me considero obrigado a levar essas decisões aos
membros da lista. Tanto o nome como as características gerais
da lista podem ser modificados e o que até agora se apresentou,
deve ser considerado apenas como uma proposta de trabalho. A seguir,
indicarei os três comandos necessários para a inscrição,
para a saída e para o envio de mensagens à lista: Eliseo Fernandez (Ferrol, Espanha) |topo| |