Libera Nº 103

A FARSA ELEITORAL E A LUTA DE TODOS OS DIAS

Ele subiu o morro sem gravata / dizendo que gostava da massa / foi lá na vendinha, bebeu cachaça / até bagulho fumou / e foi no barracão e lá usou / lata de goiabada como prato / eu logo percebi é mais um candidato / para a próxima eleição / mas ele fez qüestão / de beber água da chuva / ir lá no terreiro pedir ajuda / bater cabeça no congá / mas ele não se deu bem / porque o guia que estava incorporado / disse todo político é safado / cuidado na hora de votar / também disse Meu irmão, se liga no que eu vou te dizer, hoje ele pede teu voto amanhã manda a polícia te prender, podis crê / Meu irmão, se liga no que eu vou te dizer, porque se for eleito vai dá aquela banana prá você, podis crê!

A letra do candidato caô, de Bezerra da Silva, fala tudo que um panfleto conclamando o Voto Nulo poderia querer expressar. Desde a metade dos anos '80 vários grupos e orientações do Movimento Anarquista no Brasil vêm fazendo campanha para anular o voto, contra o voto obrigatório, assim como outros temas de desobediência civil na democracia burguesa. Agora, refletindo o nível de amadurecimento de nossa militância, propomos uma análise e discussão do momento eleitoral, abordando o jogo da polititica de direita e a esquerdalha reformista, sua cúmplice. Também queremos abrir um profundo debate para que, ao menos nas áreas metropolitanas, apontemos rumos para um anarquismo combativo, popular e militante.

Quando em 1985 os anarquistas em todo o Brasil iniciaram campanhas pelo voto nulo, ainda vivia-se no país o mito da redemocratização. Iniciado com a "abertura lenta, gradual e restrita" do general Geisel (1974-1979), esta culminou com a eleição indireta do candidato do PMDB, Tancredo Neves, e seu vice do PFL, José Sarney. O jogo eleitoral, durante a década de 1980, fez o movimento popular brasileiro ter em seu programa um projeto de governo popular e democracia de base, que teoricamente caminharia para uma transição ao socialismo (pacífica, a moda chilena, ou democrática, a la nicaragüense). Com a derrota eleitoral do PT e aliados no segundo turno de 1989, este projeto caiu na vala e os papéis se inverteram.

Obviamente que nós nunca concordamos com o jogo eleitoral e, muito menos, com a irresponsabilidade de vincular a luta de classes no Brasil com a tomada do executivo burguês (em eleições para prefeito, governador e presidente). Citamos o exemplo de transição chilena e nicaragüense porque ambas deram em golpe de estado e retorno da reação de direita, apoiado e bancado pelos EUA. A inversão dos papéis se deu uma vez que a função das esquerdas legais passou a ser administrar a injustiça capitalista e não mais tentar derrubá-la, sem sequer incomodar o sistema.

Numa eleição municipal o que está em pauta em 70% dos municípios brasileiros e em todas as regiões metropolitanas é o direito à cidade, o usufruto do meio urbano e a sobrevivência nas zonas de exclusão (favelas, cortiços, vilas, bairros pobres e periferias). A direita se mantêm gerando clientelismo urbano, mas também incorpora a pauta de "esquerda", incluindo em seus programas de governo melhorias e maquiagens sociais (bolsa escola, favela-bairro...). De sua parte, a pelegada se propõe a "governar para todos" (cadê a luta popular? acabou?) e termina sendo a portadora da ética correta na forma de fazer política institucional numa sociedade injusta. Ou seja, os partidos da esquerda legal são os portadores da lei e ordem gerando o bom convívio entre as classes! Como se isso não bastasse, reproduzem o populismo elegendo policiais, bicheiros, falsos-pastores e outros tipos de pilantras para vereador!

Como nunca custa repetir o que é certo, isso é que é crise ideológica, seus pelegos!
Por outro lado, a população apresenta sinais cada vez maiores de descrença nos mecanismos eleitorais. Não precisamos mais dizer que todo político profissional é safado, nem tampouco que não dá para confiar na polícia. Embora todo mundo saiba o que é certo, de compreender a fazer a coisa certa vai um longo caminho. E é justamente neste ponto que entra o papel dos militantes sinceros, dos que tão na base e na luta, no pau e no barro.

Se o clientelismo urbano elege um vereador para conseguir alguma melhoria para uma zona ou bairro, é nossa função, inserido no seio do povo, a de plantar a semente de uma futura conquista popular. Para isso companheir@s, não tem mistério nem segredo, só trabalho e humildade. Quando uma entidade de base gera uma conquista sem precisar de mediadores eleitos, aí é um avanço concreto da luta. Quando estas conquistas criam uma cultura de trabalho, espalhadas na maioria que já compreende a opressão do Estado e a enganação do politiqueiro, temos um terreno fértil para construir nossos instrumentos de luta e organização popular.

A sobriedade e o tempo, junto de muita dedicação, são os melhores indicadores de um trabalho de longo prazo. Não é por coincidência que as campanhas pelo voto nulo foram mais tímidas este ano. É óbvio que não houve virada à direita de nossa militância, mas mesmo por reflexo, os anarquistas começam a entender ser a inserção social a melhor difusão de nossos pontos de vista. Como fruto deste debate, propomos uma atuação em duas frentes.

No nível social, atuando dentro ou abrindo trabalhos comunitários em vilas, bairros pobres, favelas e áreas periféricas, propomos trabalhos simples e aparentemente tranqüilos, como alfabetização de adultos, cultura popular, supletivos e pré-vestibulares, rádios comunitárias e todos aqueles que produzam laços solidários entre a população oprimida.

No nível político e ideológico, cabe aos anarquistas, grupos e coletivos, gerarem uma sólida base teórica, construída a partir de experiências concretas, teoria esta que nos permita confrontar idéias e derrotar a esquerdalha em debates de idéias e programas.

Por fim, cremos que estes trabalhos, acompanhados da polêmica e disputa ideológica, poderão fortalecer um setor de base e combativo no movimento popular brasileiro. Através dos trabalhos político-sociais, nós anarquistas temos de ajudar a construir uma luta social, onde votar nulo seja tão óbvio quanto sabotar o patrão e combater o opressor.

Na verdadeira luta, se milita a cada dia,
todos os dias, e não num domingo em outubro!

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DECLARAÇÃO DO 3º CONGRESSO GERAL DA FAG
8 e 9 de setembro de 2000

Em janeiro de 1995, anarquistas de distintos coletivos de juventude, tais como a Juventude Libertária de Porto Alegre e região metropolitana, Koletivo de Ação Libertária de São Leopoldo e o Grupo Ativistas Libertários de Alegrete iniciam relações com a até então pouco conhecida Federação Anarquista Uruguaia. Através desta relação, passamos a conhecer o especifismo como modelo de organização anarquista. Um modelo que superava o âmbito da mera propaganda e ativismo, tarefa a que estes coletivos se dedicavam, e que em pouco se acumulava. Um modelo que fazia do anarquismo não apenas crítica, mas proposta e práticas concretas; de forma permanente e estável.

Da convergência destes coletivos e de outros militantes libertários, passa-se a discutir a proposta de uma federação. Assim, em 18 de novembro de 1995 é fundada, na Usina do Gasômetro em Porto Alegre, a Federação Anarquista Gaúcha. Daí se inicia um processo de priorização da inserção social, da reatualização do anarquismo nas lutas populares. Ao mesmo tempo passa-se a se coordenar a nível nacional com outros coletivos que também passam a adotar o especifismo, companheiros do Rio de Janeiro, Pará, São Paulo e Distrito Federal, processo que posteriormente recebe o nome de Construção Anarquista Brasileira.

No 1º Congresso da FAG que acontece em 1996 a organização já contava com cinco núcleos, três na região metropolitana e dois no interior, em Alegrete e em Rio Grande. A federação, entendida como uma forma de organização em que o conjunto da militância participa de forma democrática das decisões políticas a serem tomadas, sem as tradicionais distinções entre base e direção, vai se formando com relativo sucesso, mesmo abrangendo distintas localidades no estado.

O 2º Congresso da FAG acontece em 1997 e reflete sobre o papel do militante anarquista e sua atuação junto às entidades e movimentos da classe oprimida, tais como associação de moradores, sindicatos, grêmios estudantis, etc. Também marca a superação de práticas sectárias e individualistas, que priorizavam o trabalho anarquista paralelo a essas entidades. Vê-se a necessidade de traçar-se políticas combativas e democráticas de atuação para disputar-se com concepções conciliadoras de classe e autoritárias que têm vigorado nos movimentos populares.
O processo da Construção Anarquista Brasileira de início planejava formar uma organização nacional em 5 anos. Devido à uma certa euforia e falta de análise das nossas reais forças e capacidades, isso já acontece em julho de 1997, quando ocorre a fundação da Organização Socialista Libertária. Passado um tempo, vê-se que havíamos tentado construir a casa pelo telhado, e uma estrutura orgânica deste porte com a pouca experiência que tínhamos em experiências locais mostrou-se ineficiente. Por isso um tempo depois decide-se por acabar com a OSL.

Também fruto de algumas análises que hoje entendemos equivocadas, avaliou-se por volta de 1998 que não era possível conciliar o trabalho ideológico anarquista com o trabalho de base (social). Por isso nos voltamos a priorizar os trabalhos no nível social, optando pela ausência da propaganda anarquista.

Acumulando algumas modestas experiências no campo da inserção social e contribuindo na dinamização de algumas lutas da classe oprimida gaúcha, tais como movimentos de ocupações urbanas, organização de desempregados, movimento estudantil e de educação popular, foi tornando-se cada vez mais clara a importância da presença da proposta anarquista, colocando uma nova forma de fazer política. Uma forma que respeita o protagonismo da luta popular, que pretende sua coordenação, construindo um autêntico poder popular. Uma forma que rechaça modelos autoritários, reformistas e vanguardistas. Que era necessário, frente as mentiras de fim de história, colocar em discussão a crítica ao sistema capitalista e uma alternativa revolucionária, de um socialismo com liberdade.

Também é nosso objetivo, através da formação de uma Coordenação Nacional do Anarquismo Especifista, projetar a construção de uma organização anarquista brasileira, dessa vez calcada em bases sólidas, analisando com modéstia nossas próprias forças. Também a nível de continente, compomos com outras organizações hermanas da Argentina e Uruguai a Coordenação Anarquista Latino-Americana, conscientes na necessidade de articular uma ação conjunta do anarquismo especifista no continente.

Com base nestas reflexões e anseios nossa reorganização tem seu marco no 3º Congresso da FAG, ocorrido em setembro de 2000. Nesta trajetória que já cumpre 5 anos, tivemos erros e acertos, conquistas e perdas. Acumulamos algumas experiências que proporcionam que hoje possamos atuar com mais planejamento, medindo melhor nossas capacidades, sem precipitações. Sempre soubemos que o caminho não era fácil e a vitória certamente não estava na próxima esquina. Mas a convicção de que é possível se organizar de forma libertária, de que o povo encontrará a sua libertação, de que o sistema capitalista não venceu continua viva. Mesmo que hoje as vitórias de nossa classe sejam cada vez mais difíceis, a resistência existe e em todo o canto há gente dizendo que basta. Por essa convicção, levantamos de novo a bandeira vermelho e negra, vermelho que é o sangue derramado dos nossos que se foram, e negro que é luto contra tantas injustiças.


Não tá morto quem luta e quem peleia!
Pelo socialismo e pela liberdade!
Viva a Anarquia!


FEDERAÇÃO ANARQUISTA GAÚCHA
CAIXA POSTAL 5036 - CEP 90041-970
PORTO ALEGRE - RS - BRASIL
e-mail: fag.poa@bol.com.br

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A MEMÓRIA COMO FERRAMENTA DE LUTA

Muito já se disse sobre os perigos de um anarquismo de estreitos laços com imagens religiosas de mosteiros, claustros ou secretos rituais de iniciação. Essa busca de "privacidade" estagnou muito a prática da militância ou antes criou um monopólio das significações dos objetivos prioritários para o anarquismo vivido e pensado. As necessidades de preservação do patrimônio cultural e registros em geral sobre o período áureo do anarquismo justificaram-se, entre outros motivos, em função da gravidade de sucessivas conjunturas políticas ditatoriais e da possibilidade de uma futura e desejável ascensão das idéias libertárias na sociedade. Muitos dos antigos hábitos, que faziam sentido em períodos de exceção, algumas vezes, terminaram por construir com os fragmentos da memória uma visão mistificada de ação libertária.

A preservação da memória do anarquismo, que sobreviveu graças ao abnegado trabalho de velhos companheiros e as permanências, por muitos marxistas contestadas, das iniciativas libertárias no campo sindical, principal veículo de sua inserção do início do século XX, sempre se justificou pelo importante referencial que certamente deveria representar em um período de fluxo dos movimentos de trabalhadores. Nesse momento o anarquismo deveria preterir sua prudência guardiã, abandonando as adorações nostálgicas, e prestar homenagem aos acontecimentos das ruas protagonizados pelos que ainda, com imensa dificuldade, respiram na sociedade burguesa. Sabe-se que o grande corpo do ideário anarquista ergueu-se desde sempre sobre duas pernas que, combinando pensamento e ação, fizeram de princípios como ação direta os elementos de uma não-subordinação da prática ao pensamento mas, muito ao contrário e de forma simbiótica, mantiveram experiência e formulação em estreita sintonia.

Para os anarquistas a integração, no sentido de somar esforços, com as frações excluídas da sociedade jamais se fez com presunção do conhecimento absoluto, diferente da vertente autoritária do socialismo, e muito menos com o temor de que uniões francas e horizontais com experiências populares trouxessem algum dano ao cerne da ética libertária. Muito ao contrário, a qualidade da relação com o movimento social foi sempre o diferencial maior dos libertários nas suas práticas políticas em comparação aos marxistas.

Encontramos hoje no Brasil alguns grupos anarquistas em clara prática de intervenção social, buscando nos lugares onde ela acontece contribuir com a construção de uma autonomia popular. Esses grupos se nutriram dos registros históricos da vasta contribuição anarquista do século que termina, entretanto estão tomando o cuidado de pensá-los à luz do presente. Para alguns a reinserção social dos militantes pode suscitar a atenção, maior controle ou vigilância mais estreita dos órgãos de repressão. Questão, é certo, das mais sérias, mas as preocupações com a "tolerância" estatal em relação ao anarquismo não podem impedir a ação concreta e os projetos para a sociedade. A prudência não deve coibir a revolução. A cautela não pode ter ascendência sobre a transformações. Continuarmos com um anarquismo meramente contemplativo, forjador de inúmeras possibilidades subjetivas para o eu, ou mesmo um movimento libertário que se proponha a encarnar nos meios acadêmicos alternativas pós-modernas ao marxismo, significa renegar o que produziu a própria essência da luta anarquista. Adequar a ação libertária ao "conforto de nichos acadêmicos" ou ao trabalho exclusivamente intelectual de forma nenhuma contempla a totalidade das necessidades da nossa existência histórica. Agir dessa maneira seria condenar um gigante a respirar com pulmões de anão; o anarquismo assim trocaria a vida pela sobrevivência.

Não estamos defendendo aqui um anti-intelectualismo retrógrado nem uma depuração de correntes comportamentalistas ou culturalistas no interior do movimento, mas acreditamos que há a necessidade de uma oxigenação maior de determinados grupos, no que diz respeito ao apoio às iniciativas de caráter político-social. O comprometimento com as causas concretas e a visibilidade da intervenção libertária estão crescendo no Brasil e esse importante momento histórico necessita de muito trabalho junto às comunidades periféricas ao capitalismo. Se queremos provar a viabilidade e envergadura ética do anarquismo, mesmo na substituição do marxismo como paradigma, não poderemos faze-lo sem a correspondente inserção social, e isto sequer no campo da retórica.
Viver sempre foi uma aventura e o anarquismo não pode furtar-se de pensar sua prática para aventurar-se na sociedade.

Amigos de João Perez

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NINGUÉM ESTÁ SEGURO, POIS O QUE
VEMOS PODE NÃO SER REAL!

Muito se fala, e ainda muito será dito quando o assunto se refere a informação de um modo geral, principalmente sendo ela tão monopolizada e ao mesmo tempo tão monitorada.

Com o atual avanço tecnológico, houve um grande aumento das falsas sensações "liberdades". Bens materiais e oportunidades distintas de privilégios permitem à muitos partilhar desse grande equívoco. Um bom exemplo seriam os bons canais privados de TV, as possibilidades de se produzir CD´s independentes e uma dos mais importantes que é o acesso a informações antes tidas como quase impossíveis, como é o caso de bibliotecas e jornais de outros países. Falo daquilo que para muitos é uma maravilha: a Internet, onde o que mais ressalta seu valor são os baixíssimos custos (em muitas vezes chegando a zero) e o anonimato, o que perceberemos que não é bem assim.
A cerca de quatro anos atrás, a tão encantada rede de computadores era conhecida apenas por acadêmicos das áreas científicas, sendo posteriormente disponibilizada comercialmente a preços absurdos, e na atualidade, gratuitamente ou a preços relativamente baixos, o que alimenta ainda mais nossas ilusões.

É interessante para uma boa compreensão, frisar que a Internet é originária de um projeto militar criado pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos com intuito de criar uma forma na qual mesmo após um possível ataque nuclear ou outro tipo de bombardeio, as comunicações entre tropas e setores militares não deixassem de funcionar.

Com isso, quero dizer que não temos razão nenhuma para nos enganar com as facilidades que essa ferramenta nos proporciona.

No início deste ano, mais exatamente em fevereiro, o Parlamento Europeu aprovou um estatuto para o Echelon, um projeto criado pelos países de língua inglesa de maior importância (Reino Unido, Canadá, Nova Zelândia, Austrália e EUA) com intuito de agrupar dados que circulam nas redes de comunicação.

Combinando poderosos equipamentos, como satélites e outros sistemas de grande eficácia, o Echelon agrupa dados originários de linhas telefônicas, seja fixa ou móvel, da Internet e dos diversos meios de comunicações. A Internet, por apresentar uma agradável interação, é, com certeza, o alvo prioritário desse faminto monstro. Todos os dados agrupados são armazenados para estudos futuros, futuro este já não tão distante, basta acompanhar nos noticiários quando o assunto se trata de um "crime virtual" ou coisa do tipo.

Uma parte da coleta desses dados já não chega mais a ser preocupação para esses órgãos de governo, uma vez que empresas privadas já o fazem, como é o caso da Microsoft que retém tudo o que circula nos servidores gratuitos e nos de seus parceiros, e a Internet Archive, empresa que está armazenando em seus Terabytes de disco todos o conteúdo da World Wide Web com o argumento de preservar a história da Internet, criando no futuro uma enorme biblioteca de Home Pages.

Toda essa bisbilhotagem não pára por aí, existem outros meios e formas de realizar esse tipo de serviço. O FBI implanta em servidores de correio eletrônico de possíveis suspeitos, um software chamado Carnivore. Este software monitora todo o tráfego de uma rede, destacando cada passo dado por um determinado usuário, sendo estes registros utilizados nas possíveis investigações e condenações.

Para os amantes alucinados por tecnologia ou os descrentes dos males do Estado e das elites, vale lembrar que muitas empresas ganham fortunas para cuidar da segurança dos chamados ricos e famosos utilizando recursos antes somente vistos nos filmes Hollywoodianos.

Infelizmente, não poderia aqui apresentar todas as formas de espionagem bem como as alternativas de fuga, até porque ainda desconhece-se muito a esse respeito, mas alguns cuidados básicos como prestar atenção no que está fazendo, onde e como, já pode ajudar um pouco. A intenção não é a de fomentar paranóias, mas o que vemos merece ser analisado por óticas diferenciadas.

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