Libera Nº 48

CEL: 10 ANOS DE RESISTÊNCIA
LIBERA...: 4 ANOS DEPERSISTÊNCIA

Em 1985, foi promovido pela Univerta (Universidade Aberta) um curso sobre o anarquismo. O vivo interesse despertado pelo evento, estimulou alguns companheiros à formação de um grupo de estudos. Estava criado o Círculo de Estudos Libertários (CEL). Alguns dos fundadores, como Ester Redes e Ideal Peres, haviam participado na década de 60 da organização do CEPJO (Centro de Estudos Prof. José Oiticica), fechado pela ditadura militar, em 1969. A proposta para o CEL foi a mesma: a manutenção de um espaço aberto, voltado não só para a formação de militantes e informação de simpatizantes anarquistas, mas para a difusão da cultura libertária a todos os interessados, independente da posição ideológica.

A partir das reuniões semanais do CEL, surgiram novos grupos (GAJO, CAE-9, etc.), outros passaram a atuar juntos, intensificaram-se os contatos com outros Estados e, no final de 1988, foi lançado o primeiro número da revista Utopia que, em seu editorial, dizia: ..."Aqui estamos, enfim, para discutir a vida. É esta a nossa função e a isto viemos. Queremos, assim, mostrar a todos que o anarquismo não é uma hidra de mil cabeças mas - sim - um conjunto ordenado de concepções, de idéias e de práticas que contribuem decisivamente para melhor compreender os grandes problemas que todos nós ajudamos a construir e com os quais agora nos defrontamos. Está aberta a discussão."

Em 1988 e 1989, o CEL, apoiado pelos grupos anarquistas, realizou no espaço do IFCS/UFRJ, os ciclos de palestras Anarquismo Hoje. Participaram destes importantes eventos estudiosos do anarquismo como: Mauricio Tragtemberg, Margareth Rago, Flávio Luizetto, Lucia Bruno e Roberto Freire, bem como companheiros do CCS/SP (Centro de Cultura Social e do próprio CEL. O sucesso destes seminários atraiu diversos novos simpatizantes e, com o ingresso de novos ativistas, veio o fortalecimento dos grupos então existentes. No final de 1990, foi realizado outro ciclo de palestras, na sede do Sindicato dos Petroleiros, novamente com numeroso. público e importantes adesões à militância libertária.

Mas como nem tudo são flores - muito pelo contrário- em maio 1991 , tornou-se necessária uma reformulação do CEL, para torná-lo mais dinâmico. Com essa "sacudida de poeira", surgiu o Libera Amore Mio, informativo mensal do CEL.

Para quem não sabe, o nome do nosso periódico foi "emprestado" do título do filme de Mauro Bolognini, Libera, Amore Mio, produzido na Itália, em 1971. Este filme conta a história de uma mulher que ao absorver as idéias de seu irmão anarquista, torna-se progressivamente antifascista e, logo, uma intrépida guerrilheira, lutando contra a ditadura de Mussolini.

Em seu primeiro editorial, de junho de 1991, o Libera... dizia: ..."Se cremos no que afirmou Malatesta ao dizer: Nosso dever é o de incitar o povo a reclamar e apoderar-se de todas as liberdades possíveis, bem como o de prover, pelas suas próprias custas, suas necessidades, sem esperar ordens de qualquer autoridade, então nos cabe consolidar o CEL e aí repensar o anarquismo hoje. Educar o povo e propagar a confiança que o anarquismo deposita na capacidade humana de construir a sociedade justa, livre e igualitária que acreditamos, é fortalecer e aumentar os meios de que dispomos. E o CEL é um dos instrumentos."

Também foram desenvolvidos a partir do CEL inúmeras atividades externas, tais como panfletagens; atos de 1° de maio; campanhas de solidariedade (as mais recentes foram em prol dos companheiros Pasquale Valitutti e Katsuhisha Omori); participação em passeatas e atos públicos; palestras em outras cidades; etc...
O Libera..., nestes quatro anos, promoveu o debate, estimulou a formação e informação dos militantes e simpatizantes, aprofundou temas relevantes, ajudou a manter a vitalidade dos grupos ao garantir o intercâmbio e acolher novos participantes.

O CEL, nesta década de existência, transcendeu o seu espaço físico, conforme exposto nas linhas anteriores. No ano passado, defrontamo-nos com inúmeros problemas, que quase ocasionaram a perda desse espaço. Este ano, a despeito de todas as nossas deficiências e dificuldades, temos a nossa frente diversas perspectivas animadoras, que nos deixam bastante otimistas.

Para concluir, estamos em fase de registro do Centro de Cultura Social do Rio de Janeiro (CCS/RJ, entidade à qual o CEL estará vinculado, como uma de suas atividades.

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AMÉRICA LATINA: O CONDOR SEGUE PASSANDO

No início da década de 90, tinha-se a impressão de que as lutas populares na América Latina estavam condenadas ao fracasso. Os sandinistas derrotados pela via eleitoral; a FMLN fazendo acordo de paz com os esquadrões da morte em El Salvador e boa parte da guerrilha colombiana -M-19 e Quintín Lámen - optando por virarem partido político, e tendo seus quadros assassinados pelos cartéis da droga. Seguindo as tragédias continentais, Fujimori promoveu seu auto-golpe e destroçou a guerrilha maoísta no Peru. Concordando ou não com essas organizações, é impossível deixar de reconhecer sua importância para a luta dos trabalhadores latino-americanos. No Brasil, com a derrota do social reformismo petista em 1989, Collor posava de imperador e iniciava, em paralelo com o playboy Menem, uma série de medidas neo-liberais. Diziam haver uma única solução: demissões em massa, abertura para as importações, incentivo ao capital especulativo, mercados comuns e a falência política dos grupos e organizações populares en latino-america. Os sacerdotes da pajelança econômica eram os tecnocratas mexicanos e outros defensores do NAFTA.

A primeira resposta popular foi com o carocazo, na capital da Venezuela. As favelas de lá são como as do Rio, e após um aumento de preços promovido pelo governo de Carlos Andrés Perez, que depois seria afastado por corrupção, o morro desceu e as coisas ficaram quentes. Exército e polícia atiravam na população faminta, indiscriminadamente. Saques e revoltas estouraram pela cidade e centenas de pessoas foram assassinadas pelas tropas, até que "tudo voltou ao normal".

Tampouco havia flores nos bolsos esvaziados dos hermanos argentinos. Depois do estallido social na Grande Buenos Aires, foi a vez das províncias do interior e dos milhares de desempregados se revoltarem. Atualmente, há pelo menos três províncias argentinas em clima de revolta social muito grande.

Mas a surpresa maior viria do país exemplo do modelo neo-liberal: o México. A 1° de janeiro de 1994, guerrilheiros do EZLN (Exército Zapatista de Libertação Nacional) lançam uma ofensiva em um dos mais pobres estados mexicanos: Chiapas. Estado situado no sul do México, na fronteira com a Guatemala, país que também possui população predominantemente indígena e grupos guerrilheiros bem organizados e com inserção social. A guerrilha de Chiapas foi um sopro de esperança e uma resposta à miséria de nossos povos como há muito tempo não tínhamos.

É do conhecimento comum o fato de que as fórmulas mágicas de ajuste econômico necessitam de quebra de organização da classe trabalhadora. Depois de três semanas de greves, manifestações e protestos organizados pela Central Obrera Boliviana (COB), o governo da Bolívia recorreu ao estado de sítio. Mais de mil sindicalistas presos, muitos mandados para a Amazônia e o altiplano boliviano; proibidas as reuniões com mais de três pessoas; proibida toda e qualquer manifestação pública; suspensas todas as garantias e direitos individuais.

Aí está, é sempre a mesma coisa. Toda vez que os trabalhadores e marginalizados se organizam para enfrentar a classe dominante a resposta é só uma: repressão! A classe trabalhadora boliviana é a mais organizada do continente e a COB, uma central unitária com postura combativa, é a organização de luta de classes mais forte da América Latina. Tentam nos passar a idéia de que a Bolívia só tem quartelada e narcotráfico, mas omitem a dignidade da resistência camponesa - indígena, dos operários e dos mineiros bolivianos. O que passa na Bolívia serve como um sinal de alerta para todos os libertários latino-americanos: Basta ameaçar um pouco que seja a corja dominante que ela se une e se defende, com unhas e dentes! Talvez com a ruína do México, o próximo afundar da Argentina, as greves setoriais no Chile, a greve da COB boliviana, o prosseguimento da luta camponesa - indígena - armada em Chiapas, Colômbia e Guatemala, e todas as formas criativas que os povos do continente encontram e procuram para se libertar, fique de uma vez claro que não é um plano econômico ou medida presidencial que vai acabar com uma resistência de cinco séculos.

Penso que é hora de nós, anarquistas do Brasil, procurarmos conhecer e trabalhar junto com os demais libertários latino-americanos. Somente buscando uma luta classista e de resistência, com uma perspectiva continental, vamos resolver nossos problemas. Os trabalhadores bolivianos provaram que, apesar de tudo, o condor da luta segue passando. Cabe aos anarquistas latino-americanos se organizarem, para tomar parte nesse vôo. Arriba a los/as que luchan!!

Bruno

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QUE SIGNIFICADO TERÁ O ANARQUISMO AMANHÃ?

Por ocasião de uma festa organizada em Amsterdam, comemorando a publicação do 100° número da revista The As, foi perguntado ao urbanista anarquista Colin Ward Que significado terá o anarquismo amanhã? Aqui está a sua resposta:

"Para responder a esta pergunta, devo começar por uma série de comentários sobre a história do anarquismo:

1- Como ideologia política, a anarquia foi formulada, no século XIX, por seus pais fundadores, os quais, como os das outras versões do socialismo - marxista, fabiano, social - democrata - tinham uma visão otimista, de um processo inevitável que chegaria à meta que eles haviam pré-fixado. Estavam todos igualmente convencidos do fato de que a conquista do poder pelo "povo", fosse pela via parlamentar, fosse em virtude da ação direta, nas ruas e nas fábricas ou através da luta armada, o que levaria ás mudanças que eles desejavam para a sociedade. Quando consideramos o insucesso dos anarquistas em atingir este objetivo, não devemos esquecer que também o socialismo burocrático de Estado, tanto na sua versão social - democrata, como na do tipo marxista, falhou no seu objetivo. Os anarquistas podem afirmar, sem dúvida nenhuma, que 70 anos de experiência do socialismo de Estado produziram para a causa dos trabalhadores o atraso de um século.

2- A posição dos anarquistas do século XIX foi única, não só pelo repúdio ao capitalismo, como ao próprio Estado. Em geral, esta posição tem sido considerada como uma prova de que os anarquistas não poderiam ser levados a sério. Entretanto, toda a história do século XX lhes deu razão. Este foi o século da guerra total, em que a eliminação de civilizações foi aceita como conseqüência do desenvolvimento de armas cada vez mais devastadoras. Enquanto isso, as grandes potências rivalizavam uma com as outras, para vender seus meios de destruição a cada pequeno ditador do mundo. Este foi o século no qual o extermínio em massa se converteu numa política aceita pelos Estados civilizados.

3- Os anarquistas do século XIX confiavam no advento de revoluções populares, que abririam o caminho para a sonhada "sociedade livre". A realidade, no entanto, foi diferente. A revolução mexicana de 1911 teve como resultado a morte e a glorificação póstuma de heróis anarquistas como Zapata e Magón, e o domínio, por 80 anos, de uma máquina política com nome grotesco: o Partido Revolucionário Institucional (PRI).

A revolução russa de 1917 desemboca na total supressão dos anarquistas e de todas as outras dissidências até 1921. Seguiram-se, então, 70 anos de ditadura leninista - stalinista, da qual, só recentemente, emerge uma nova geração de anarquistas.

A revolução espanhola de 1936 levou a luta e a morte aos anarquistas, e foi seguida por 40 anos de ditadura fascista. Como responderiam hoje os mexicanos, russos e espanhóis às exortações revolucionárias?

4- No final do século XIX, alguns anarquistas começaram a formular a doutrina do anarco - sindicalismo, objetivando transformar cada conflito nos locais de trabalho em batalhas pela socialização dos meios de produção. Eles denunciaram como traição os acordos que os sindicatos reformistas alcançavam com relação aos salários, a jornada e as condições de trabalho. Os êxitos obtidos por estes sindicatos tornaram-se, em muitos países, parte integrante da legislação (tanto na Espanha de Franco como na Suécia social - democrata). Nos anos noventa deste século, o patronato de toda a Europa trata de burlar a legislação trabalhista, querendo reduzir os salários aos níveis pagos em Taiwan ou na Colômbia.

5- Os anarquistas do século XIX, bem como toda a esquerda, encaravam o nacionalismo como uma superstição que, no século XX, seria deixada para trás. A mesma opinião havia em relação às crenças religiosas. A última coisa que eles poderiam ter imaginado era o ressurgir, no final do século XX, dos fundamentalismos religiosos, sejam eles cristãos, hebreus, islâmicos ou hindus. O resultado é que não dispomos de um modo de abordarmos o problema. Deveríamos atacar o ressurgir religioso, com o perigo de aumentar, ao invés de reduzir, seu potencial divisionista? Ou devemos, como anarquistas e, por isso, como pessoas fortemente hostis ao Estado, encontrarmo-nos defendendo o estado secular contra as minorias organizadas que o querem utilizar para seus próprios fins? Trata-se de uma situação que, simplesmente, poderíamos não considerar mas que, sem dúvida é atual nos EUA, onde se vêem anarquistas defendendo o Estado secular contra os Born Again Christians (Cristãos Renascidos); para os anarquistas israelenses, que defendem o Estado secular contra os hebreus ultra ortodoxos; ou para os anarquistas egípcios e indianos, que defendem as instituições do Estado secular contra o fundamentalismo islâmico e hindu, respectivamente.

Na minha opinião, estes cinco pontos, sobre a diferença entre o mundo dos anarquistas do final do século XIX e do século XX indicam a necessidade de adotarmos um estilo diferente para a propaganda anarquista, às vésperas do século XXI. Perante o eclipse, não só do anarquismo, como também do grande filão do socialismo, me parece importante destacar, como fiz há 20 anos no livro Anarchy in Action. que a anarquia não é uma teoria da utopia, mas uma teoria da organização. Estou de acordo com Paul Goodman, quando este observa que "uma sociedade livre não pode consistir na substituição da velha ordem por uma nova ordem; ela deve ser uma extensão da esfera da livre atuação, até que haja mudado a maior parte da vida social". Esta convicção me exclui, automaticamente, do grupo daqueles que pensam em termos da revolução de massas {cujas primeiras vítimas desde a China até Cuba, foram os anarquistas). Ao contrário, me coloco entre aqueles que, como Murray Bookchin, crêem na ecologia social mais do que na ecologia profunda. Penso que a anarquia conseguirá um maior apoio no século XXI não através dos partidos verdes, mas através do mais amplo movimento dos verdes.

As idéias anarquistas do século XIX eram inevitavelmente eurocêntricas, mesmo quando eram levadas ao Japão, à China e às cidades da América latina por estudantes e imigrantes. Entretanto, uma de suas maiores expressões no final deste século, está representada pela contribuição proveniente de estilos diferentes do pensamento anarquista, como o movimento Sarodaya, na Índia (Indian Anarchism: the case of Vinola Bhane, Geoffrey Ostergaard, 1987) e pela transformação das iniciativas de auto-defesa e autoorganização na África, Ásia e América Latina.

Os êxitos obtidos pela economia não-oficial, que permitam à sociedade ir adiante no clima deseperante da América do Sul, perante uma classe governante predatória e uma casta militar que passa periodicamente ao terrorismo de Estado, são agora comumente definidos como basismo. isto é, como uma sociedade que deve ser construída pela base.

Estou convencido de que um anarquismo inteligente no século XXI continuará tendo seus mais densos vínculos com os movimentos verdes e com as economias não - oficiais ou informais do mundo pobre, bem como com a dos pobres no interior do mundo rico, com o objetivo de aprender, com eles, lições anarquistas quanto à sobrevivência humana. Penso que tais lições, a serem compartilhadas no século XXI, darão maior força à mensagem anarquista. Entretanto, nossa linguagem deve levar em conta as novas e complexas realidades sociais".

Colin Ward
Nota: Texto originalmente publicado na revista anarquista inglesa Freedom; publicado em espanhol no jornal CNT(jan/94) e traduzido para o português pelo Coletivo de Tradutores do CEL.

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LIBERDADE PARA KIRIAKOS MAZOKOPOS
Basta de repressão ao movimento anarquista grego

Queremos chamar a atenção dos/as trabalhadores, estudantes e cidadãos em geral, sobre a situação do companheiro grego Kiriakos Mazokopos, encarcerado pelo Estado Grego.

Recordemos que Mazokopos foi preso num hospital após lhe ter explodido, casualmente, material explosivo, que lhe causou a perda de um olho e da mão esquerda. No dia seguinte (08/11/1990), no armazém onde decorrera o incidente, a polícia descobre armas e munições, assim como um panfleto do grupo marxista - leninista Solidariedade Revolucionária. Como seria provado no tribunal, o panfleto fazia parte da correspondência recebida pela União Anarquista de Atenas, da qual Mazokopos se encarregava.

A partir de tudo isso, a polícia iniciou um processo de acusações sobre Mazokopos que iam desde roubo e posse de explosivos, até a acusação do assassinato do psiquiatra Marinos (ato este reivindicado pela Solidariedade Revolucionária). Imediatamente dá-se uma repercussão mais ampla, desencadeando uma "caça às bruxas" aos anarquistas, e em concreto sobre Koyannis, Butsidis e Berger, presos e libertos posteriormente após longa greve de fome.

Num processo posterior, Mazokopos foi condenado a um total de 17 anos sob as acusações de roubo, posse e transporte de explosivos, assim como "explosão não intencional". Tudo isso por ter se negado a revelar o nome das duas pessoas que alugaram o armazém quando Mazokopos o abandonou em 1989 (na época da explosão, retirava do local seus últimos materiais de arquivo). Simultaneamente foi absolvido da acusação de assassinato do psiquiatra.

Este caso faz parte de um contexto de repressão sistemática do Estado Grego face a qualquer dissidência, especialmente ao movimento anarquista. Basta recordar os incidentes sobre o incêndio da Universidade de Atenas (com forte implantação libertária) de que, sem mais, acusaram os anarquistas.

De fato, o governo grego durante os últimos anos (com os "socialistas" do PASOK ou com a direita da Nova Democracia), tem tentado criminalizar o anarquismo, que não consegue deter. Tudo isto mediante os "serviços anti-terroristas" da polícia, responsáveis por assassinatos e torturas a militantes libertários e de extrema esquerda.

A promulgação da Lei Anti-terrorista foi acelerada. O seu propósito é aniquilar visível, moral, política e socialmente, quer aqueles que tenham escolhido a luta armada, quer aqueles a quem as forças de controle social e repressão, ocasionalmente, consideram necessário apresentar como tal, todas as vezes que são desafiadas ou questionadas.

No meio deste contexto encontra-se Kiriakos Mazokopos, encarcerado nas prisões gregas. Por tudo isto, apelamos solidariedade, apoio financeiro e a realização de uma campanha de denúncias e divulgação junto às embaixadas e consulados gregos, meios de comunicação, etc...

A data do segundo julgamento de Mazokopos, acusado de participação no grupo armado Solidariedade Revolucionária e de uma série de ações deste grupo (sentença ajuntar-se à de 17 anos do 1°julgamento), terá início a 17 de maio de 1995.

Maiores informações:
LAT; P.O.BOX 50067; Tessalônica 54013 Grécia.
CAP; Apartado 40; 2801 Almada Codex; Portugal.

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