Libera
Nº 72
AS
ARMADILHAS
As
armadilhas do fim do século são muito maiores do que
certamente se pensava há tempos atrás. As sombras do
Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, escrito nos anos, se
projetam cada vez mis ameaçadores sobre a realidade atual e
a ficção assume o controle fatos com ares de tragédia
anunciada.
A questão da clonagem do genoma que produziu a ovelha Dolly,
na Escócia, nos leva a considerações de caráter
ético a respeito desta ousada "experiência"
e deste modelo de sociedade marcada pelo signo do racionalismo. Certamente
a questão está além da ovinocultura e a preocupação
que se estabelece, e torna-se palpável, é a clonagem
do próprio homem. Na perspectiva da reprodução
de um modelo humano, copiado em série, de um organismo perfeito
- emblema dos sonhos mais obsessivos, acabamos pôr nos lembrar
de projetos abomináveis da modernidade, tais como as experiências
nazistas ou mesmo as intolerâncias de prefixo "neo"
existentes até os dias de hoje.
O que nos assusta nesta eugenia moderna é que os "produtos
perfeitos", racionais ou não, incluindo-se a clonagem
do homem, acontecem com total ausência de prazer, ou seja, com
a inexistência do orgasmo no ato de produzir. Surge a tecnologia
do artificialismo radical, da isenção emocional da automação.
A "criação" de homens através deste
processo, coloca a ciência em sintonia com a "utopia"
católica da reprodução sem o prazer(pecado original).
É estranho que o Papa João Paulo II tenha condenado
a iniciativa!! A perícia científica evitaria o "incômodo"
do toque dos corpos e troca de emoções e, pôr
conseqüência, a racionalização dos sentimentos,
facilitando o controle sobre eles. Pôr outro lado, o Papa e
seu rebanho têm bons motivos para repudiar os últimos
fatos produzidos pela Ciência, pois afinal - tal como aconteceu
quando Galileu fez suas descobertas astro-nômicas há
quase cinco séculos - são os próprios fundamentos
da concepção cristã de mundo que estão
sendo refutados.
Os aspectos são múltiplos e as primeiras impressões
sobre o tema correm o risco de um "equívoco científico",
mas, em se tratando de seres humanos, vale a pena arriscar.
Ao vislumbrarmos o discurso da perfeição do homem através
das clonagens, devemos refletir se o aparecimento de um conceito do
ideal humano, não irá criar paradigmas rígidos,
ampliando o preconceito em relação aos hoje ditos como
diferentes? Ou seja, o aperfeiçoamento da raça e/ou
espécie não irá reforçar de forma inversa
conceito de deficiência ou imperfeição? As experiências
no sentido de uma sociedade melhor podem se iniciar pela hipertrofia
dos guetos estéticos já existentes.
A ética anarquista (no sentido de ethos, costumes) deve neste
momento pensar o mundo dentro desta nova possibilidade e estimular
a reflexão das implicações destas práticas
científicas em uma sociedade pluralista e libertária.
Os homens da ciência encarnam hoje o mito de Prometeu e, criando
organismos à sua imagem e semelhança, iniciam o terceiro
milênios protegidos, agora pela razão, dos castigos dos
deuses. Os anarquistas devem resgatar o sentido trágico da
vida como o expressou Dionísio. A tragédia vista como
palco do indivíduo no meio natural, sujeito da própria
vida, exposto às dores e às sensações
da existência - nascido da dor e do prazer e não da fria
matriz do pensamento cartesiano e científico.
A inatacável ciência contemporânea, aliada à
tecnologia, impõe-se ao mundo "civilizado" como uma
religião pagã, cujos mistérios sagrados são
acessíveis apenas a poucos iniciados. De imediato, resta saber
quais serão os sujeitos históricos que irão iniciar
a desconstrução dos ícones que organizam e dão
fundamentos míticos à atual sociedade tecno-científica.
Eis um instigante desafio.
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CONSUMISMO
REACIONÁRIO
(Para
a redação deste texto foram "expropriadas"
idéias e frases de Castoriadis, extraídas do livro Da
Ecologia à Autonomia)
A sociedade capitalista contemporânea é dilacerada pôr
uma série de contradições internas, de conflitos
sociais permanentes. Estes conflitos exprimem essencialmente o fato
óbvio de que a sociedade em que vivemos está dividida
assimétrica e antagonicamente entre dominantes e dominados
e que esta divisão se traduz, especialmente, pelos fatos da
exploração e da opressão.
A maioria das pessoas, portanto, que constitui a imensa base da pirâmide,
deveria opor-se à forma atual de estruturação
da sociedade.
Será que o sistema estabelecido se mantém apenas graças
à coerção e a repressão, ou mesmo a manipulação,
num nível superficial, da maioria das pessoas?
É sabido que desmoronamento do socialismo autoritário
do leste europeu acarretou um sensível fortalecimento ideológico
no campo do capitalismo. Apesar das críticas feitas há
décadas pelos anarquistas e marxistas não-stalinistas,
o fim do socialismo estatal-burocrata ajudou a consolidar a compreensão
de que não existem alternativas ao capitalismo e ao seu nefasto
mercado, sinônimo de lucro, competição e exploração.
A ideologia atualmente em voga é a da aceitação
do que existe como a única realidade possível. Em outras
palavras, agora impera o sentimento de que é inútil
resistir ao desenrolar dos acontecimentos.
A esta conjuntura desfavorável, acrescente-se capacidade quase
ilimitada do capitalismo em absorver e integrar as experiências
e discursos alternativos. E a liberação sexual se transmutando
em consumo de pornografia, e a estética punk inspirando grife
da moda.
Mas estas explicações não são suficientes
para compreender a lógica ou as lógicas da reprodução
da nossa sociedade capitalista. Na realidade, o sistema se mantém
porque consegue criar a adesão da maioria das pessoas, ainda
que contraditória. E adesão não é uma
simples passividade.
Esta adesão é inclusive comprovada pelo fato de que
muitos explorados têm como perspectiva, ao invés de acabar
com a relação de exploração, passarem
para o outro lado, passando a integrar o time dos "vencedores".
Se assim não fosse, tudo ruiria em poucas horas.
Dois aspectos centrais justificam esta servidão voluntária:
primeiramente a instilação nas pessoas, desde a infância,
da idéia da autoridade, a autoridade justificada pelo pretenso
saber(especializado, científico, técnico). A necessidade
de autoridade e obediência está tão arraigada
no cidadão comum que a simples possibilidade de sua ausência
o horroriza: seria o caos, a bagunça, a anarquia...
(A propósito, Bakunin sustentava que o Estado e todas as outras
manifestações de autoridade encontravam sua justificativa
última na idéia de Deus.)
A outra dimensão que esclarece a relação dos
indivíduos com o capitalismo diz respeito à indução
nas pessoas de um conjunto de "necessidade", a cuja "satisfação"
estarão atrelados pela vida afora. Toda sociedade cria um conjunto
de necessidades para seus membros e lhes ensina que a vida não
vale a pena ser vivida a não ser que estas necessidades sejam
bem ou mal satisfeitas. A especificidade do capitalismo é que
ele conseguiu surgir e manter-se - apesar da resistência das
lutas operárias, pôr vezes sangrentas - colocando no
centro de tudo as necessidades econômicas.
É pôr isso que o sistema que descrevemos e criticamos
e cada dia mais infame: o caráter fetichista da mercadoria,
já descrito há mais de um século pôr Marx
e outros pensadores vem se exacerbando, o que explica o atual modo
de vida e a civilização capitalista.
Portanto, eis a essência desta relação social
capitalista ela e baseada na produção de objetos, não
para o seu uso, mas para serem vendidos enquanto mercadorias, transformando
a relação entre homens em relação entre
coisas.
Um muçulmano abrira mão do dinheiro durante toda sua
vida para fazer a peregrinação a Meca: para ele trata-se
de uma "necessidade". Não o é para uma pessoa
educada na cultura capitalista. Para este, a peregrinação
é uma infantil superstição ou fantasias e sim
absoluta "necessidade" Ter um carro, uma televisão
ou um tênis de marca famosa.
Mais ainda: o capitalista conseguiu criar um mundo no qual estas "necessidades"
são, a grosso modo, tudo o que conta na vida. A quinquilharia
ai está, as lojas estão abarrotadas, e basta você
trabalhar para poder comprá-la. Basta você ser comportado
e trabalhar que você ganhara mais, subirá, comprará
mais e terá status social. Se você foi convocado para
o inglório exército da mão-de-obra de reserva(o
tal desemprego...), a saída é roubar, matar, traficar
para poder comprar.
Mesmo os militantes de esquerda caminham para uma gradual aceitação
de aspectos da oferta de felicidade que vende, ao seu devido preço,
o sistema atual. É claro, sempre existem aqueles que têm
filhos, contas a pagar, satisfações concretas e imediatas
a obter, da única forma possível, ou seja, no supermercado.
Vivemos numa forma específica de racionalidade: a produção
de mercadorias que ocasiona, em última instância, à
elevação do dinheiro ao altar da religião capitalista,
o dinheiro como critério básico do convívio social.
O coroinha desta religião é a mídia e nas sociedades
mediáticas(=dominadas pela mídia), a função
reflexiva atenua-se até a sua mínima expressão,
movemo-nos condicionados pelos impulsos das imagens e discursos dos
meios audio-visuais. O que prevalece é a emoção,
o movimento instantâneo dos sentimentos, garantindo os índices
de audiência e as vendas.
Pensar encerra um risco, um questionamento/tensionamento da realidade
existente. Pôr outro lado, o consumo do que é oferecido
pela mídia estimula uma experiência não problemática:
exige apenas que a gente dê rédea solta aos sentimentos
efêmeros face às imagens consecutivas. Não é
uma relação libertadora, mas como logo virá outra
imagem e outro produto, tudo bem, basta-nos o desafogo...
Em suma, a sociedade capitalista só se legitima porque a maioria
das pessoas, talvez todas, lhe asseguramos o consumo crescente. O
dia em que um grupo grande de indivíduos constatarem a loucura
e a absurdidade do modo de vida capitalista, este sofrerá uma
irresistível fissura.
Sem abrir mão dos outros aspectos fundamentais da luta emancipatória
, pessoal e coletiva, não podemos nos esquecer o consumismo
nos consome. Portanto, ser anarquista, Ter a capacidade e principalmente
a vontade de se autogovernar, ser senhor de si mesmo, passa pela compreensão
e negação do consumismo, entendido como artificial criação
de necessidades, que servem apenas para legitimar e consolidar o capitalismo.
Luís
Henrique (CCL - BH)
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OS
AMIGOS DE DURRUTI ACUSAM
Publicamos
na íntegra um artigo dos Amigos de Durriti que, sem dúvida,
ajudará os leitores a descobrir uma série de fatos que,
mesmo que não estejam ocultos, têm sido ignorados pelos
historiadores oficiais e pelos das organizações proletárias
que intervieram na luta. Aqui, dão sua versão dos fatos
acontecidos durante a guerra e a revolução. Foi publicado
em 1939, em Solidarity, órgão da Antiparliamentary Communisrt
Federation, da Escócia.
É necessário que todos os militantes, os revolucionários
das organizações de trabalhadores, que sofreram a cruel
experiência da derrota militar e a humilhação
do refugiado, prestem muita atenção às lições
de guerra e da revolução espanhola, para a qual contribuíram
ardorosamente com seu sangue e o sangue de seus melhores companheiros.
Rompendo o silêncio imposto pela tirania dos estalinistas e
demais contra-revolucionários, queremos falar aqui com a mesma
clareza que empregávamos na publicação de nosso
grupo: El amigo del Pueblo. Nosso grupo, sob a bandeira de Durruti,
ocupou um lugar importante na Revolução Social espanhola.
Foi assim que, nos sangrentos dias de maio de 1937, quando levantamos
o estandarte da revolução diante dos contra-revolucionários(o
PC, o governo republicano, etc) e também contra o reformismo
dos dirigentes da CNT-FAI.
Predissemos que a linha aplicada depois de julho de 1936, ao dissociar
a guerra da revolução, deveria conduzir inevitavelmente
ao desastre. Nossas teses foram confirmadas pelos fatos. A revolução
se perdeu em maio de 1937 e, com ela, a guerra. Perderam-se gradualmente,
as zonas de importância econômica, culminando com a queda
de Aragão, um grande revés no Levante e finalizando
com a derrota da Catalunha, a entrega de Madri e o restante, sem condições.
As causas da derrota são evidentes. Desde o momento em que
o espírito revolucionário das milícias foi debilitado,
substituído pela disciplina de um exército, desprovido
de entusiasmo e dinamismo, forjou-se o primeiro elo da corrente que
nos levou à derrota.
DUAS OCASIÕES PERDIDAS
Houve dois momentos importantes na revolução espanhola:
julho de 1936 e maio de 1937. Nas duas ocasiões, cometeu-se
o mesmo erro. Os dirigentes da CNT-FAI não impuseram o poder
das nossas organizações, que estavam apoiadas pelas
massas nas ruas, fábricas, campos e oficinas. Esses dirigentes
foram responsáveis pelo desastre que aconteceu: perda da revolução,
derrota militar na guerra e sangrenta retirada para a França.
Não quiseram controlar o país e dirigi-lo econômica
e politicamente, com medo da cólera dos "ditadores".
Mas, não liderando a revolução, deixando-a só,
começaram a derrotá-la. Seu medo foi responsável
pela contra-revolução, pela qual os estalinistas tomaram
a terra dos camponeses e trabalhadores. Este foi o maior fator na
ruptura da unidade revolucionária das massas.
A CNT-FAI não quis impor uma ditadura sobre os partidos inimigos
da classe operária; chegou a ajudar a burguesia liberal, a
pequena-burguesia do capitalismo internacional, que, sob a máscara
da democracia, servia ao fascismo, derrotando assim a revolução
espanhola.
O fim da guerra foi catastrófico. Tudo se perdeu, nada se manteve.
Muito poderia Ter sido salvo, uma vez evitada a terrível derrota.
Negrín e seus lacaios haviam colocado todo o dinheiro e o ouro
em bancos estrangeiros, facilitando o massacre do proletariado espanhol.
O exército e os trabalhadores não sabiam pôr que
estavam lutando. Os soldados no front não queriam lutar, porque
sabiam que, enquanto lutavam e eram massacrados no Ebro, na retaguarda,
os burocratas da República andavam com belas mulheres, praticando
todos os excesso. O povo trabalhando e morrendo de fome. Nas filas
do pão, as mulheres e a população estavam cheios
de ódio contra Negrín e sua corja de bajuladores. Os
trabalhadores e suas famílias não tinham pão,
enquanto nas casas e residências do governo e dos chefes do
PC, etc., comia-se de bom e do melhor. Todos conheciam a moral do
povo de Barcelona. Foram os trabalhadores de Barcelona que sofreram
os bombardeios aéreos. Não havia refúgios para
eles. Os altos funcionários e burocratas sempre estiveram bem
acomodados, e suas famílias sempre escondidas em distantes
povoados.
O POVO RESPONSÁVEL
O governo não representava o povo(trabalhadores) e defendia
interesses opostos aos dele. Aqueles que deveriam Ter escutado as
reivindicações da classe operária espanhola,
que estavam convocados para defendê-la, eram os líderes
da CNT-FAI, os mesmos que a traíram. Isto temos afirmado, claramente
e sem sutilezas, e continuaremos repetindo nossas acusações.
Eram os mesmos que nos chamavam, aos Amigos de Durruti, de fascistas
e provocadores. Tentaram expulsar-nos da CNT-FAI. Mas os trabalhadores
repudiaram a ordem de exclusão, dada pelos reformistas.
Saímos da Espanha com a cabeça erguida, fomos para o
exílio sem um centavo. Sofremos fome e frio, nos campos de
concentração. Mas muitos reformistas que queriam a nossa
expulsão ficaram satisfeitos. Não falamos de Negrin
e seus assassinos comunistas que nos perseguiam e encarceraram. Estas
pessoas possuem somas escandalosas de dinheiro, mas um dia pagarão
pôr sua traição.
Os fatos nos deram razão. Os mesmos problemas que formulamos
em nossos periódicos clandestinos serão retomados, hoje
ou amanhã. Não estamos cansados e, mesmo que isto seja
uma tragédia, continuaremos firmes com nossos princípios
e nossas críticas . O reformismo da CNT-FAI nos conduziu a
derrota. A direção é responsável pôr
Ter abandonado Madri, posaram de revolucionários. Mas não
enganaram os trabalhadores, que sempre os odiaram, muito antes da
iniciativa de Casado. Odiaram-nos sempre, desde o começo da
revolução, principalmente nos dias de maio de 1937.
A lição foi dura. A imensa importância e o poder
da revolução espanhola podem ser avaliados pelo efeito
que tiveram nos assuntos europeus. Se a revolução espanhola
houvesse triunfado, o fascismo teria sido derrotado, em conseqüência
da esmagadora ofensiva. do proletariado internacional. Não
há mais dúvidas, ficou demonstrado que proletariado
e o capitalismo estão confrontados de forma permanente, numa
luta de vida ou morte. O capitalismo triunfou, mas sabemos as razões.
A democracia derrotou o povo espanhol, mas não o fascismo.
Franco não teria vencido, se não houvesse o partido
comunista e Negrín. Mas o proletariado internacional também
é responsável, ou melhor, seus líderes, que se
transformaram em baluartes do capitalismo. Mas, se não tivéssemos
falado uma linguagem confusa, talvez conseguíssemos nos fazer
entender pelos trabalhadores do mundo inteiro.
AS LIÇÕES
Devemos extrair preciosas lições da catástrofe.
Como anarquistas, devemos retificar uma série de temas táticos
e posições que impedem o triunfo da ação
revolucionária. Uma revolução necessita de exercer
a força sobre os seus inimigos. Está claro que quando
o proletariado possui a força dever saber como usá-la
e preservá-la. Rechaçamos a colaboração
de classe com o capital e a classe média. A administração
dos trabalhadores exige o poder dos trabalhadores. Uma revolução
implica o controle absoluto pôr parte das organizações
proletárias, como se deu em julho de 1936, quando a CNT-FAI
dominava a situação.
Há muitos aspectos que exigem um estudo detalhado, mas não
se deve esquecer que o movimento operário terá de se
reconstruir sobre uma base nova, uma nova moral, e com o abandono
dos líderes responsáveis pelo desastre.
Acreditamos ser necessário formar uma Aliança Revolucionária,
uma Frente Operária, onde não se permita entrar a não
ser em bases revolucionárias. Isto é: bases que proíbam
totalmente o ingresso de partidos comunistas, reformistas, democratas
republicanos e, também, os militantes que contribuíram
para o desastre.
Desde o começo da emigração de nosso país,
que começou 30 meses depois de luta, os Amigos de Durruti continuam
defendendo os interesses do proletariado com a mesma energia e honradez
que durante a revolução espanhola.
Extraído
de El Solidário, 6 - julho 1996, pelo coletivo de Tradutores
do Libera...
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