|
A Origem da Revolução Pierre Proudhon in "As Confissões de um revolucionário", 1849. Todos os homens são iguais e livres e a sociedade é, portanto, por natureza e predestinação, ignorável. Se o campo de atividade de cada cidadão é determinado pela divisão natural do trabalho e pela escolha de uma profissão, se as funções sociais são combinadas de maneira a produzir uma profissão, se as funções sociais são combinadas de maneira a produzir um efeito harmonioso, a ordem é uma conseqüencia da atividade livre de todos os homens; não existe governo. Quem quer que coloque a mão sobre mim para governar-me é um usrpador, um tirano e eu o declaro meu inimigo. Mas a filosofia social não admite imediatamente essa organização igualitária; a idéia de cautela, uma das primeiras a surgir na sociedade sempre se opôs a ela. Igualdade chega até nós através de uma sucessão de tiranias e governos, nos quais a liberdade está constantemente sob o domínio do absolutismo, como Israel e Jeová. Desse modo, para nós, a igualdade nasce freqüentemente da desigualdade; a liberdade tem seu ponto de partida no governo... a autoridade foi a primeira idéia social da raça humana. A segunda foi lançar-se imediatamente à tarefa de aboli-la, cada um desejando usá-la como instrumento de sua própria liberdade contra a liberdade do outro... A origem da revolução, sabemos ainda, é a Liberdade. Liberdade! Ou seja: 1. Emancipação política, pela criação do sufrágio universal, pela centralização das funções sociais, pela revisão constante e perpétua da Constituição. 2. Emancipação industrial, pela garantia mútua de crédito e venda. Em outras palavras: não mais o governo do homem pelo homem através da acumulação de poderes; não mais a exploração do homem pelo homem através do acúmulo de capital. |